Violência custa R$ 57,6 bi às indústrias do Sudeste

A insegurança, que tem levado o setor produtivo a ser vítima de roubo ou furto de carga e vandalismo, custou às indústrias dos quatro estados do Sudeste R$ 57,6 bilhões em 2017, quando quase uma em cada três empresas da região (29%) sofreu esse tipo de violência. Os dados são de um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com a confederação nacional do setor e com as federações de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Segundo a pesquisa, realizada com 800 empresários do Sudeste, do quase um terço das empresas vítimas da criminalidade, praticamente metade (48%) teve carga furtada ou roubada. O ônus dessa violência, destacam os presidentes das entidades estaduais – que se encontraram ontem na Casa Firjan, na Zona Sul do Rio – , não pesa apenas sobre as empresas, que precisam repor perdas e aumentar investimentos em seguros e segurança, mas sobre o consumidor, que acaba pagando mais caro por produtos.

– A questão da segurança não é só o drama da vida das pessoas, mas custa dinheiro. E muito – disse o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

Além do prejuízo financeiro, a violência afasta novos investimentos e, consequentemente, contribui para manter o desemprego elevado.

– As empresas deixam de investir, de gerar emprego, vão para outras regiões – completou Leonardo de Castro, presidente da Findes, entidade das indústrias do Espírito Santo.

 

(Fonte: O Globo)